

A banda dos irmãos Gallagher tem concerto marcado para dia 15 de Fevereiro no Pavilhão Atlântico, em Lisboa. O concerto faz parte da maior digressão dos Oasis pela Europa Ocidental, de Janeiro a Março de 2009, em apresentação do novo álbum “Dig Out Your Soul”. Esta digressão dá seguimento às passagens dos Oasis por países como Canadá, Reino Unido, México e Estados Unidos.
Historia De Vida Antena1- Eterna saudade Gullit
“A nossa história vem desde 1987, e até agora tem sido sempre na frente da luta contra o racismo, o futebol negócio e a repressão. São muitas e diversas as nossas iniciativas sociais, de solidariedade e de anti-racismo que têm caracterizado o nosso percurso na história do movimento ultra de Veneza. De 1987 até hoje, que o passado distante não é muito longo, portanto, para melhor ou para pior, temos um monte de gente sempre ao nosso lado. Contamos sempre com um líder convicto das suas origens. Deixamos aos outros a nostalgia dos bons e velhos tempos. O slogan que tem caracterizado nossa viagem ao longo do último ano é esta: "Não se pede permissão para ter liberdade" e a realização do "não permitem? Então não há compromisso" estas palavras dá-nos a dignidade e força moral para continuarmos a viagem ao longo destes anos, na nossa luta, em qualquer lugar. Este mundo do futebol sempre em crise que se tornou uma atitude vergonhosa de clientelismo, onde o fascismo e incidentes racistas são tolerados, se não abertamente, são apoiados pela imprensa e pelos próprios clubes. Poucos, mas sempre avançar com muitos, sem baixar a cabeça, defendendo os irmãos e irmãs, não importa a cor da pele, ou do local de origem, sempre lutaremos pela integração e multiculturalismo de nossa cidade e combateremos o racismo e o fascismo onde quer que ele apareça.”
Se há tanta gente apreciar o movimento Italiano, ao menos retirem alguma conclusão dele. Partilhem os mesmos valores, e lutem pelos vossos direitos. Não gastem horas a ler apenas histórias da carochinha, leiam artigos com interesse, e retirem o real valor das palavras. Não sejam mais uma ovelha no rebanho, guiada pelo pastor.
Éric Daniel Pierre Cantona, ou se preferirem apenas Cantona, nascido a 24 de Maio de 1966, foi um dos mais célebres jogadores do Manchester United. Cantona durante toda a sua época marcou 157 golos em 442 jogos, (um resultado que não descreve bem o grande jogador que era). Cantona foi o principal responsável pelo ressurgimento do Manchester United como potência no futebol e, foi sem dúvida o maestro da sua equipa nos anos 90. De tal maneira a que os adeptos dos “reds” lhe chamassem “King Éric”. Apesar de Cantona só se ter destacado no Manchester United, o 1º clube que jogou foi no Auxerre, onde passou 2 anos na equipa júnior, antes de fazer a sua estreia em 1983. Logo em 1987 começaram-se a notar os defeitos da disciplina, dando um soco na cara do colega de equipa Bruno Martini. No ano seguinte Cantona voltou a ficar em apuros graças a uma entrada muito dura sobre um jogador do Nantes que resultou em 3 meses de suspensão. Na época seguinte foi contratado pelo Marselha, onde voltou a ser suspenso depois de ter chutado a bola para os adeptos, rasgou a camisola e atirou-a para as bancadas após ter sido substituído num jogo amigável. Ainda nesse ano, Cantona foi novamente suspenso dos jogos internacionais por ter insultado o seleccionador da França na TV. Neste momento conta já com contratos milionários com a Nike, e é o actual treinador e capitão da selecção de futebol de praia francesa. Questionado sobre o melhor momento de toda sua carreira, Eric não tem dúvidas, e recorda a cena com o hooligan racista que estava no jogo contra o Crystal Palace: "O meu melhor momento? Quando dei um pontapé no hooligan."
Le Havre, verruga da Normandia
"Recrutamento de prostitutas. Enviem as vossas mães pelo curriculum vitae."
"Para os camponeses, siga a seta". Boca aos adeptos do Sedan.
"Viva sodomisacion". PSG contra os adeptos do Marselha.
"Ribery, assustas as crianças." Adeptos do Nice contra a cicatriz do jogador Marselha Franck Ribéry.
"Enquanto inventávamos o cinema, os vossos pais eram mortos pelas minas. "Adeptos do Lyon para o Saint Etienne.
A polícia debruça-se agora sobre o facto de como remover os ultras de Milão. É impossível saírem de comboio, porque os ultras de Génova dirigiram-se para lá para efectuar uma espera. As 22:30, são finalmente transportados de autocarro para Milão. Foram escoltados por um imenso contingente de polícias. Antes da entrada para os autocarros, tenta-se identificar o alegado assassino, mas sem grande resultado. Após quatro horas de viagem pela auto-estrada, os polícias identificaram um jovem, pela fotografia que tinha sido facultada pelos polícias de Génova.
Na manhã seguinte, em Milão, o alegado homicida, Simone Barbaglia (19 anos), confessou durante o interrogatório de ser o assassino. A jornada seguinte do campeonato foi suspensa. No fim-de-semana seguinte, reuniram-se em Génova cerca de 400 ultras, representando 38 cidades. Apenas um grupo dos ultras Milão, Torino, Juventus e Lazio não marcaram presença. Foi debatido o assunto “violência no futebol”. Também durante a reunião foram abordadas questões como a fragmentação das curvas, e o controle de micro-grupos, a política, as regras do comportamento, o ser ultra… Desde logo foi decidido que a partir dali não seria legítimo qualquer grupo usar armas. Depois do reencontro foi emitido um comunicado condenando o episódio, e concordaram em paralisar os próximos jogos.
Depois da primeira prisão começaram as investigações, e consequente julgamento, através de um procedimento rápido. Barbaglia é condenado a 11 anos e 4 meses de prisão. Os três detidos: Carlo Giacominelli, Massimo Elica Dozio e Luigi, o primeiro foi o líder do grupo que partiu de Milão, e que foi com a intenção de atacar o genovês. Duas curiosidades sobre Giacominelli: 2 meses antes do assassinato havia sido entrevistado no Supertifo sobre a existência de 2 grupos dentro do BRN e a outra é que, na curva era conhecida como a "Cirurgião" pela sua habilidade com facas. No julgamento afirmou que atacou sem intenção de matar, e só o fez para proteger-se, pede desculpas à família de Spagnolo, e escreve cartas de arrependimento.
Este episódio mudou em muitos aspectos o movimento ultra Italiano. Até então nunca se tinham reunido em torno de uma mesa, os líderes dos grupos, para tentar encontrar um diálogo favorável a ambos. Desde então, e até aos dias de hoje, tem sido celebrado o aniversário da morte deste Ultra, para que não seja esquecido o nome de Vincenzo Spagnolo. No décimo aniversário de sua morte foi publicado um livro de Luca Vicenti em homenagem a Spagnolo, e tem o nome de: "Diário de um Ultra Domenica" e refere os trágicos acontecimentos desse jogo. Penso que este episódio deu uma enorme lição a todos, e há varias conclusões a retirar. Penso que esta mais que provado que o usso de armas é ilegítimo, e nem em último recurso devera ser utilizada, com pena de nos virmos arrepender no futuro.
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Video enviado por VecchiaGuardia
Por entre histórias dos Zulu Warriors, firm do Birmingham, encontramos grande parte delas compostas por violência, motins e ataques perpetuados. O nome Zulu Warriors não existia até meados dos anos 80, mas o movimento hooligan já tinha algumas décadas, e eram apenas um grupo de jovens que iam a bola, e armavam confusão. Grande parte do grupo era formada por jamaicanos, que desde sempre foram muito seguidos pelos skins, a união entre eles fez com que resistissem a muitas investidas ao longo de algumas décadas. O vestuário ia desde botas, jaquetas e calças, da marca Levi's ou Harrington. Chegaram a ser entre 300 e 400 nos jogos grandes, mas o sensacionalismo da imprensa Britânica, a atitude da polícia, e a forma a que grande maioria das pessoas os viam, não era a melhor, tendo eles que optar por um estilo casual.
Até então, os membros da Zulu Warriors começaram a parar em locais específicos, tais como o "Boogies" ou "Crown Pub Bar", onde os membros gastaram centenas de horas antes e após os jogos em reuniões. Tudo era mais ou menos o mesmo até 1987, quando a polícia conseguiu desmantelar o grupo quase completo, no início da manhã foram realizadas buscas em 50 casas de alguns dos mais carismáticos membros da firm. O grupo teve então uma pausa, mais ou menos até ao início dos anos 90, a firm foi reavivada com alguns "velhos rostos", e com novas adições. Hoje em dia continuam bem vivos, e podemos-los ver, cada vez que visitam um estádio, ou quando recebem alguns rivais. Mas eles estão longe, naturalmente, daquelas velhas histórias de hooligans dos anos 70 e 80, mas no futebol Inglês que nada é, o que era antigamente. Hoje saíram do Marteens e HARRINGTON, e o mais sofisticado tipo de vestuário é a Stone Island e Prada. O estilo tem sido imposta na antiga firm através das ultimas décadas. A imagem de marca continua a de serem o grupo mais multirracial em toda a Inglaterra.