quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Entrevista aos South Side Boys














Dado a neste momento o presidente rui Roque ser demissionário, a resposta as perguntas ficam a cargo de João Galrito e João André, vice-presidente dos South Side Boys.

1- Como estão organizados?
Os South Side Boys estão constituídos como associação desde o ano de 2002.
A nível estrutural estão organizados em vários departamentos que em diferentes áreas mantêm o recrutamento, organização de jogos e eventos com a dinâmica necessária para o bom funcionamento e evolução do grupo.
Neste momento temos 150 elementos, fanaticamente Farenses e uma sede.

2- Quais são as vossas amizades e inimizades?
Os South Side Boys não teem quaisquer amizades ou inimizades, apenas relações de respeito com alguns grupos.
Respeitamos quem nos respeita.

3- Como foi para vocês, “sobreviver” estes anos todos nos escalões inferiores?
Penso que o termo “sobreviver” não se adequa ao nosso passado recente. Desde o momento em que o Farense iniciou a sua fase descendente, que só teve fim na 2ªdistrital, que os South Side assolados com a possibilidade de o nosso clube ter um fim a beira dos 100 anos, iniciaram uma verdadeira cruzada que se julgava como impossível a partida. Aqui começou-se a traçar a verdadeira identidade do grupo, que incutido pelo espírito de missão levou a cabo, manifestações, invasões pacíficas de campo interrompendo jogos em protesto, intervenção constante em assembleias, candidatura a direcção do S.C.Farense, tudo de maneira a que soluções aparecessem. Contrariando o termo “sobreviver “ utilizado na pergunta, os South Side aprenderam a viver os 90 minutos de jogo, o mais intensamente possível, seja na I Liga, distrital ou amigável. Esta nossa postura tornou-se atractiva aos olhos de muitos Farenses servindo como principal cartaz na recruta de novos elementos e na propaganda da nossa máxima “ Se és de Faro…és Farense!” Os South Side tiveram 2 anos intensos de vivências bastante enriquecedoras aquando da sua passagem no distrital que deixaram bastantes saudades, sentindo um cheirinho do verdadeiro futebol tradicional…tornando-nos naquilo que somos hoje, orgulhosos Farenses! Existe uma frase do livro “ Viagem ao Mundo Ultra” que em tudo exprime as emoções vividas nos escalões secundários, “sexo, dinheiro, sucesso…tudo se reduz a pó perante a emoção, a partilha das bancadas!”

4- Qual é a vossa relação com o clube?
Os South Side não teem quailquer relações com a direcção do S.C.Farense, pois esta não tem quaisquer legitimidade visto o seu mandato ter terminado a 3 épocas.

5- Como vês a futura venda do São Luís?
Como um mal necessário para a sobrevivência do nosso Clube, para pagar pela gestão danosa das pessoas que são do conhecimento de todos os Farenses. É com grande tristeza que vemos a nossa cidade perder uma referência como é o mítico estádio de S.luis, que tantas alegrias proporcionou aos Farenses e com grande preocupação visto nos últimos anos Faro, assim como o nosso clube passa por uma grande falta de identidade com a perda de muitas das suas referências.

6- Para ti, o que significa ser um verdadeiro Ultra?
Ser Ultra é um estilo de vida… é um resultado de anos de vivência, de modas que passam, de alegrias vividas, de tristezas ultrapassadas, de amizades reforçadas, de devoção ilimitada. Apercebemo-nos que o somos, no momento em que deixamos de dizer que o somos, no momento em que os sacrifico passam a prazer, no momento em que nos falta a alma por não poder estar presente…

7- Com que estilo se identificam?
Não nos identificamos com estilo nenhum, temos a nossa própria identidade.
Somos um grupo bastante tradicionalista e bairrista.

8- Quais são os vossos pontos fortes e as vossas fraquezas?
Limitamo-nos a ser nós próprios, sejamos 10 ou 100. A apreciação dos pontos fortes e fracos fica para a critica…

9- Como vês a legalização das claques em Portugal? Já sofreram na pele algumas consequências?
É um tema sensível e que ainda não teve consequências no nosso grupo, visto o nosso Farense ainda se encontrar na 3ª divisão. A luta contra a “ilegal “ legalização perdeu imensa força com a legalização de alguns grupos mais históricos e numerosos de Portugal, cujas opções não crítico pois cada qual sabe de si, mas que podem ter sido nocivas para o movimento ultra Português. Em Países estrangeiros com índices de violência bem maiores que no nosso, tal não aconteceu…são unidos, são fortes! Aprendi na vida a nunca dizer nunca… qualquer decisão será tomada em grupo pelo grupo.

10- Como tem sido a vossa luta contra o futebol moderno?
Não temos nenhuma guerra contra o futebol moderno, mas temos imensa pena ao ver para o que caminha, daremos a vida para ver o nosso Farense… já por diversas situações nas ultimas temporadas em que nos eram cobrados preços exorbitantes para o escalão onde nos encontrávamos e resolvemos apoiar o grande Farense do exterior do estádio “escusado será dizer que se não desse para ver o jogo pagaríamos o bilhete!”. Lutamos contra as injustiças, mas temos um ponto fraco…submetemo-nos a quase tudo para conseguir saciar o nosso vício, ver o nosso Farense.

11- Podes-me falar de projectos futuros?
Os projectos futuros para curto, médio e longo prazo… continuar a apoiar o Grande Farense, dar condições para que outros o façam também, e continuar a dura tarefa de combater a clubite na nossa cidade capital do Algarve, Faro!

12- O vosso grupo foi considerado o melhor dos escalões inferiores, para o nosso blog, deixa-nos um comentário final sobre algo que achas que ainda não foi dito, mas que é importante referir.
Sem dúvida que é uma honra receber tal nomeação e dá força para quem tantas horas dispende para levar a fim os nossos projectos. Olhando ao panorama ultra nacional qualidade e número não falta, mas a mentalidade está um pouco distorcida, se calhar por se preocuparem demais com pormenores fúteis paralelos à nossa existência, em vez do apoio ao clube de cada um. A nova guarda que agora nos chega absorve esta falsa ideologia, e cabe-nos a nós, velha guarda, saber transmitir a verdadeira mentalidade ultra, olhando para a realidade nacional só me resta concluir que estamos a falhar… De momento na 3ªdivisão, mas brevemente no I Ligal, envergando a bandeira do sul, sem que durante este período tenha deixado de ser o verdadeiro orgulho do Algarve.

Apoiem o clube da vossa terra!
Dos Fracos não reza a História!
Desde sempre…FARENSE…para sempre!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Vencer Ou Morrer - Futebol,Geopolitica e Identidade Nacional


O livro fala da história do futebol, a partir dos seus aspectos políticos e sociais. Trata-se de um inédito estudo sobre a violência das claques, e uma discussão sobre a utilização do desporto pelos regimes autoritários. A opção de Gilberto Agostino ao abordar o futebol foi clássica: aclarar, ao longo de um tempo, as relações entre o Estado, o futebol, muito especialmente os regimes autoritários, as formas de apropriação do prestígio de um desporto de massas e a tentativa de galvanizar em proveito próprio a fama dos jogadores. Da mesma forma, alguns países seleccionados – como da Itália, Brasil, Uruguai, Argentina – constituíram-se claramente em elementos paralelos, embora em nada secundários, na consolidação da ideia de Nação, do orgulho e da consciência de ser parte de uma comunidade nacional. Gilberto Agostino, com uma redacção agradável e sem "lápis azul", nos apresenta de forma clara e directa, na presente obra, uma verdadeira geopolítica mundial do futebol, ao lado de uma economia política dos desportos nos regimes autoritários. Tendo feito um golaço, nos estudos universitários, desta feita através do Laboratório de Estudos do Tempo, entram em campo para uma grande jogada: Vencer ou Morrer, um livro sobre a paixão de todos nós. Sobre os Autores Francisco Carlos Teixeira da Silva, professor de História Moderna e Contemporânea. Gilberto Agostino, historiador associado ao Laboratório de Estudos do Tempo Presente, onde desenvolveu pesquisas referentes à interacção futebol-política. É um dos autores do livro Sociedade Brasileira: uma História Através dos Movimentos Sociais e co-autor do Dicionário Crítico do Pensamento de Direita, para o qual escreveu o "Futebol e Hooligans". A sua ligação com o tema estendeu-se numa coluna de um jornal desportivo, chamada "Futebol, Paixão e Poder", que até aos dias de hoje fala sobre o hooliganismo no diversos paises, e da intervenção dos regimes, no futebol. É um autor que tem uma abordagem ao tema bastante abrangente, e é notório que tem voto na matéria. Dá gosto ler as suas rubricas. Sempre expõem as duas faces. Aconselho-vos a ler o livro, e a quem puder, dê uma espreitadela as crónicas deste bravo.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009




Gate 22 Venezia-Mestre, na diffesa de un ideale.

“A nossa história vem desde 1987, e até agora tem sido sempre na frente da luta contra o racismo, o futebol negócio e a repressão. São muitas e diversas as nossas iniciativas sociais, de solidariedade e de anti-racismo que têm caracterizado o nosso percurso na história do movimento ultra de Veneza. De 1987 até hoje, que o passado distante não é muito longo, portanto, para melhor ou para pior, temos um monte de gente sempre ao nosso lado. Contamos sempre com um líder convicto das suas origens. Deixamos aos outros a nostalgia dos bons e velhos tempos. O slogan que tem caracterizado nossa viagem ao longo do último ano é esta: "Não se pede permissão para ter liberdade" e a realização do "não permitem? Então não há compromisso" estas palavras dá-nos a dignidade e força moral para continuarmos a viagem ao longo destes anos, na nossa luta, em qualquer lugar. Este mundo do futebol sempre em crise que se tornou uma atitude vergonhosa de clientelismo, onde o fascismo e incidentes racistas são tolerados, se não abertamente, são apoiados pela imprensa e pelos próprios clubes. Poucos, mas sempre avançar com muitos, sem baixar a cabeça, defendendo os irmãos e irmãs, não importa a cor da pele, ou do local de origem, sempre lutaremos pela integração e multiculturalismo de nossa cidade e combateremos o racismo e o fascismo onde quer que ele apareça.”
Se há tanta gente apreciar o movimento Italiano, ao menos retirem alguma conclusão dele. Partilhem os mesmos valores, e lutem pelos vossos direitos. Não gastem horas a ler apenas histórias da carochinha, leiam artigos com interesse, e retirem o real valor das palavras. Não sejam mais uma ovelha no rebanho, guiada pelo pastor.

domingo, 18 de janeiro de 2009

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Ultras Atalanta - Curva Nord

Este vídeo é certamente um dos mais surpreendentes que vi até hoje, não é por este grupo fazer parte do meu vasto lote de grupos pela qual eu simpatizo, mas simplesmente porque acho que são autênticos e únicos em tudo aquilo que fazem. Constatem a mobilização que o grupo fez para a deslocação a Milão. Vejam e aprendam com o temível bocia, líder do grupo. Mais palavras para que, as imagens falam por si.

O irreverente Cantona, The king was born in 66.

Éric Daniel Pierre Cantona, ou se preferirem apenas Cantona, nascido a 24 de Maio de 1966, foi um dos mais célebres jogadores do Manchester United. Cantona durante toda a sua época marcou 157 golos em 442 jogos, (um resultado que não descreve bem o grande jogador que era). Cantona foi o principal responsável pelo ressurgimento do Manchester United como potência no futebol e, foi sem dúvida o maestro da sua equipa nos anos 90. De tal maneira a que os adeptos dos “reds” lhe chamassem “King Éric”. Apesar de Cantona só se ter destacado no Manchester United, o 1º clube que jogou foi no Auxerre, onde passou 2 anos na equipa júnior, antes de fazer a sua estreia em 1983. Logo em 1987 começaram-se a notar os defeitos da disciplina, dando um soco na cara do colega de equipa Bruno Martini. No ano seguinte Cantona voltou a ficar em apuros graças a uma entrada muito dura sobre um jogador do Nantes que resultou em 3 meses de suspensão. Na época seguinte foi contratado pelo Marselha, onde voltou a ser suspenso depois de ter chutado a bola para os adeptos, rasgou a camisola e atirou-a para as bancadas após ter sido substituído num jogo amigável. Ainda nesse ano, Cantona foi novamente suspenso dos jogos internacionais por ter insultado o seleccionador da França na TV. Neste momento conta já com contratos milionários com a Nike, e é o actual treinador e capitão da selecção de futebol de praia francesa. Questionado sobre o melhor momento de toda sua carreira, Eric não tem dúvidas, e recorda a cena com o hooligan racista que estava no jogo contra o Crystal Palace: "O meu melhor momento? Quando dei um pontapé no hooligan."


quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

9 anos de Força Avense, comemorada com jantarada.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

O movimento Francês no seu melhor.

"Desinformação, sensacionalismo, o anti- Paris a vir ao de cima, Bem-vindo medias! " - Adeptos do PSG, após algumas noticias.

Le Havre, verruga da Normandia


"Recrutamento de prostitutas. Enviem as vossas mães pelo curriculum vitae."

"Para os camponeses, siga a seta". Boca aos adeptos do Sedan.

"Viva sodomisacion". PSG contra os adeptos do Marselha.


"Ribery, assustas as crianças." Adeptos do Nice contra a cicatriz do jogador Marselha Franck Ribéry.


"Enquanto inventávamos o cinema, os vossos pais eram mortos pelas minas. "Adeptos do Lyon para o Saint Etienne.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009


Histórias que marcam... A morte de Vincenzo Spagnolo.



Esta é daquelas “histórias”, que me marcaram profundamente, não só a mim, mas como Itália e o mundo em geral naquela década. Na altura ainda não andava nas curvas, mas recordo-me da trágica noticia como fosse hoje. Por se aproximar a data, aqui vos apresento os factos do sucedido. Por quase 14 anos, um triste 29 Janeiro de 1995, marcou imensa gente. A morte do jovem ultra Vincenzo Spagnolo de Génova ficara eternamente na memória de todos. Uma facada fatal feita por Simone Barbaglia, um membro da Brigate Rossonere, põe fim a vida deste jovem skinhead e membro dos ultras Génova.
Anteriormente a estes incidentes, Milão e Génova foram ligadas por uma forte amizade. Em 1982, na última jornada do campeonato, Génova e Nápoles empatam, e o Milão é condenado a ir para a série B. A partir desse momento a amizade "esfriou". No final dos anos 80 e inicio dos 90, os dois grupos ultras travaram duros confrontos, em San Siro (na temporada 91/92 foi um ultra milanês que esfaqueou um ultra de Génova, aquando da deslocação do Milão a Génova, são tremendamente apedrejados aquando do seu cortejo para o estádio), nos anos 90/91 foram várias as emboscadas dos genoveses nessa época, com 3 milaneses feridos). Houve ainda um jogo entre duas equipas que apesar de estar suspenso pela chuva, não exclui a hipótese de haver incidentes entre os 2 grupos. Na Temporada de 94/95 dá-se o abandono de vários membros da Brigate Rossonere, entre eles vários líderes históricos do grupo. Esse abandono faz surgir um segundo grupo, (denominado Gruppo Barbour) é conhecido por ser composto por jovens com ideias violentos.
Na quinta-feira antes do jogo, numa pizzaria em Milão tomaram a decisão de irem armados para Génova, para dar uma "lição" aos ultras da casa. No dia do jogo, partiram de Milão num comboio especial, e aparte dos outros cerca de mil ultras de Milão. O grupo aparte era formado por 20 pessoas, e não tinham nenhum distintivo, evitando assim a polícia. O grupo chega a Génova, e nas proximidades do estádio são verificadas algumas provocações e agressões, nada de especial, para não chamar a atenção da polícia. Chegam ao estádio, e ao lado da sede dos Ultras Génova, há novamente provocações. Entre algumas ofensas de parte a parte, um ultra Genovês foi esfaqueado no estômago. Várias pessoas que se encontravam naquela zona, correram em seu auxílio. Vincenzo Spagnolo, de 25 anos, morre… Por qualquer motivo, que na verdade ninguém soube explicar ao certo o que se sucedeu.

A partida começa às 14:30, mas rapidamente começa-se a espalhar a notícia da trágica morte de Vicenzo. A rádio acaba de confirmar o triste incidente e começa-se a avistar os primeiros sinais de revolta, todas as bandeiras e alguns objectos são lançados para o campo. Visto tamanha revolta, o capitão do Génova falou com os ultras e pediu-lhes calma, foi-lhes dito que o jogo seria suspenso em sinal de luto. Após uma reunião, os dois capitães leram uma declaração, na qual referiram não ter condições anímicas para efectuar o resto da partida. Em seguida, começou um cerco ao estádio, uma centena de ultras no domínio genovês, tentaram chegar ao local dos adeptos visitantes, tentando quebrar a protecção de vidro. A polícia chega, e o primeiro confronto ocorreu quando tentam expulsá-los do estádio. A batalha campal começa, são atacados vários polícias que protegiam o sector visitante. Os ultras de Génova barricam-se nas ruas próximas ao estádio, enquanto a polícia chama reforços. O chefe da operação tenta entrar nas imediações do estádio, mas foi interceptado por um coqueteil Molotov. Após 3 horas de cerco, incluindo o prefeito de Génova chegou para tentar manter um diálogo com os ultras. Entretanto são queimados carros, lojas são destruídas...


A polícia debruça-se agora sobre o facto de como remover os ultras de Milão. É impossível saírem de comboio, porque os ultras de Génova dirigiram-se para lá para efectuar uma espera. As 22:30, são finalmente transportados de autocarro para Milão. Foram escoltados por um imenso contingente de polícias. Antes da entrada para os autocarros, tenta-se identificar o alegado assassino, mas sem grande resultado. Após quatro horas de viagem pela auto-estrada, os polícias identificaram um jovem, pela fotografia que tinha sido facultada pelos polícias de Génova.
Na manhã seguinte, em Milão, o alegado homicida, Simone Barbaglia (19 anos), confessou durante o interrogatório de ser o assassino. A jornada seguinte do campeonato foi suspensa. No fim-de-semana seguinte, reuniram-se em Génova cerca de 400 ultras, representando 38 cidades. Apenas um grupo dos ultras Milão, Torino, Juventus e Lazio não marcaram presença. Foi debatido o assunto “violência no futebol”. Também durante a reunião foram abordadas questões como a fragmentação das curvas, e o controle de micro-grupos, a política, as regras do comportamento, o ser ultra… Desde logo foi decidido que a partir dali não seria legítimo qualquer grupo usar armas. Depois do reencontro foi emitido um comunicado condenando o episódio, e concordaram em paralisar os próximos jogos.
Depois da primeira prisão começaram as investigações, e consequente julgamento, através de um procedimento rápido. Barbaglia é condenado a 11 anos e 4 meses de prisão. Os três detidos: Carlo Giacominelli, Massimo Elica Dozio e Luigi, o primeiro foi o líder do grupo que partiu de Milão, e que foi com a intenção de atacar o genovês. Duas curiosidades sobre Giacominelli: 2 meses antes do assassinato havia sido entrevistado no Supertifo sobre a existência de 2 grupos dentro do BRN e a outra é que, na curva era conhecida como a "Cirurgião" pela sua habilidade com facas. No julgamento afirmou que atacou sem intenção de matar, e só o fez para proteger-se, pede desculpas à família de Spagnolo, e escreve cartas de arrependimento.

Este episódio mudou em muitos aspectos o movimento ultra Italiano. Até então nunca se tinham reunido em torno de uma mesa, os líderes dos grupos, para tentar encontrar um diálogo favorável a ambos. Desde então, e até aos dias de hoje, tem sido celebrado o aniversário da morte deste Ultra, para que não seja esquecido o nome de Vincenzo Spagnolo. No décimo aniversário de sua morte foi publicado um livro de Luca Vicenti em homenagem a Spagnolo, e tem o nome de: "Diário de um Ultra Domenica" e refere os trágicos acontecimentos desse jogo. Penso que este episódio deu uma enorme lição a todos, e há varias conclusões a retirar. Penso que esta mais que provado que o usso de armas é ilegítimo, e nem em último recurso devera ser utilizada, com pena de nos virmos arrepender no futuro.






94-95 genoa-milan
Video enviado por VecchiaGuardia

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Zulu warriors, a "firm" multirracial.

Por entre histórias dos Zulu Warriors, firm do Birmingham, encontramos grande parte delas compostas por violência, motins e ataques perpetuados. O nome Zulu Warriors não existia até meados dos anos 80, mas o movimento hooligan já tinha algumas décadas, e eram apenas um grupo de jovens que iam a bola, e armavam confusão. Grande parte do grupo era formada por jamaicanos, que desde sempre foram muito seguidos pelos skins, a união entre eles fez com que resistissem a muitas investidas ao longo de algumas décadas. O vestuário ia desde botas, jaquetas e calças, da marca Levi's ou Harrington. Chegaram a ser entre 300 e 400 nos jogos grandes, mas o sensacionalismo da imprensa Britânica, a atitude da polícia, e a forma a que grande maioria das pessoas os viam, não era a melhor, tendo eles que optar por um estilo casual.




Até então, os membros da Zulu Warriors começaram a parar em locais específicos, tais como o "Boogies" ou "Crown Pub Bar", onde os membros gastaram centenas de horas antes e após os jogos em reuniões. Tudo era mais ou menos o mesmo até 1987, quando a polícia conseguiu desmantelar o grupo quase completo, no início da manhã foram realizadas buscas em 50 casas de alguns dos mais carismáticos membros da firm. O grupo teve então uma pausa, mais ou menos até ao início dos anos 90, a firm foi reavivada com alguns "velhos rostos", e com novas adições. Hoje em dia continuam bem vivos, e podemos-los ver, cada vez que visitam um estádio, ou quando recebem alguns rivais. Mas eles estão longe, naturalmente, daquelas velhas histórias de hooligans dos anos 70 e 80, mas no futebol Inglês que nada é, o que era antigamente. Hoje saíram do Marteens e HARRINGTON, e o mais sofisticado tipo de vestuário é a Stone Island e Prada. O estilo tem sido imposta na antiga firm através das ultimas décadas. A imagem de marca continua a de serem o grupo mais multirracial em toda a Inglaterra.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Upload dos ultimos jogos dos Ultras Ermesinde
Aqui estão algumas fotos que estavam em atraso dos últimos jogos do Grande Ermesinde. As primeiras fotos correspondem ao último jogo do nosso capitão Dani, onde mereceu a devida homenagem por parte dos Ultras: " Pelo empenho e dedicação, Ficarás no nosso coração". Neste jogo saímos vitoriosos contra o último classificado, o Labruge.

Ermesinde 1-0 Labruge



Como vem sendo habitual após todos os jogos, os nossos guerreiros vieram à curva dedicar a vitória e agradecer aos Ultras por mais uma vitória no campo e nas bancadas, onde o apoio não faltou durante toda a partida.



Já nas imediações do Estádio, na nossa Sede, o nosso grande capitão fez questão de se despedir dos nossos Ultras pessoalmente, onde os cumprimentou um a um, demonstrando que o nosso apoio é essencial para o sucesso do nosso Clube! Aqui fica a foto do momento:



Ermesinde 1-1 Folgosa-Maia
Em mais um jogo para o nosso campeonato, o Ermesinde recebeu o Folgosa, equipa do Costinha que é um Ultra como nós e que dedicou bastante tempo à nossa curva. Uma referência justa na entrada das equipas onde emocionou o nosso grande amigo e Ultra. Aqui fica a foto que ilustra o momento com a frase: "Outra cor, o mesmo amor... Costinha és um dos nossos!"

Cass - the movie




Episódio 2 Episódio 3

Episódio 6 Episódio 7

Episódio 8 Episódio 9

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Imagens que marcam...

Vicenza

Génova



Roma


Nápoles


Génova


Hamburg


Atalanta


Brescia


Viena