








Emanuel, como é estar tanto tempo longe da curva Benfiquista?
não tenho estado propriamente longe, tenho estado é fora da Curva. Continuo a ir ao futebol sempre que posso, vou á bola com pessoal amigo, apoio o clube como posso. Continuo a tentar perceber e a tentar acompanhar o que se passa nas curvas em geral.
Isso é uma historia mal contada. Quando sai da direcção dos DV, mantive-me no sector dos Diabos, acompanhava tudo o que se fazia e passava no Grupo. Numa ida a alvalade uma pessoa do meu grupo de amigos ligou para o numero dos DV para marcar bilhetes. Foi informado que só havia bilhetes para núcleos organizados oficiais dos DV e que só depois disso é que teriamos direito a bilhetes caso não tivessem já esgotado. Como queríamos garantir bilhetes para ir a alvalade e éramos todos Diabos, essa pessoa disse para reservar bilhetes para os Warriors. Foi assim que surgiu esse grupo. Basicamente podemos dizer que os Warriors nasceram porque a direcção dos DV na altura nos obrigou a criar um núcleo para poder garantir bilhetes para ir a bola.
Na altura em que sai havia 2 ou 3 hipóteses. Uma das hipóteses foi a que escolhi, sair. Quando sai da Direcção dos Dv nao tinha como objectivo sair dos DV, afastar-me do Grupo. Eu não preciso de estar na direcção dos DV para me sentir lá bem. Poderia estar fora da direcção e ajudar e colaborar no que pudesse e no que me pedissem. A partir dai uma serie de coisas aconteceram que me obrigaram a afastar das pessoas e consequentemente dos Diabos. Não são os Diabos que fazem as pessoas, mas sim o contrario. São as pessoas que fazem os Diabos. Soluções para o estado actual? Não me compete a mim arranjar soluções para isso. Posso sempre sugerir respeito pelo passado e pelas pessoas. Humildade em reconhecer os erros.
Actualmente, mantenho a minha vida trabalhando na minha loja, como sempre. Comecei a fazer com alguma frequência organização de eventos, nomeadamene concertos. Quando estava na direcção dos DV organizava 1 concerto por ano, de vez em quando. Quando sai da direcção e visto que a minha disponibilidade aumentou comecei a fazer concertos quase todos os meses. Organizei também as 2 primeiras convenções de Tatuagem feitas em Portugal no ano de 2005 e 2006.
Eu continuo "agarrado" ao estilo Ultra e todas estas "modernices" dos Casuals me faz uma certa confusão. Sempre valorizei as coreografias, os cânticos, as concentrações e as deslocaçãoes em grupo e numerosas e hoje em dia pouco disso se passa em Portugal. Ha novas ideias novas tendencias nas quais eu nao me revejo, embora entenda o porque de algumas delas aparecerem De qualquer das formas eu defendo a Historia e Tradições do movimento Ultra e a esse nível há muitas falhas nos grupos de hoje em dia. Não vejo um legado das Velhas Guardas para os mais novos. Não vejo referencias a dar bons exemplos dentro dos Grupos. Acho que os Grupos perderam a sua capacidade interventiva a nível social. Acho até que os Grupos deixaram de ser Grupos e passaram a ser conjuntos de Grupinhos onde cada um faz o que lhe apetecer, sem um rumo pensado e definido, sem uma identidade realmente de Grupo enquanto Grupo único e indivisível.
A minha família e amigos. Não vejo um grupo que me encha as medidas a todos os níveis que me convença que este é realmente o melhor grupo.
Não tenho grande informação para poder falar com segurança sobre isso, há ai alguns projectos de valor pessoal antigo que mantém nesses grupos pequenos o que de melhor falta nos grandes sem desprimor para outros, posso destacar Ultras Ermesinde e os Fama Boys. Muito possivelmente são os últimos bastiões do movimento Ultras. Quer seja pela repressão exercida sobre os principais Grupos dos principais clubes quer seja pela falta de capacidade dos Grupos reagirem contra essa repressão. Dentro de grupos mais pequenos e clubes mais pequenos, talvez consigas ainda viver o movimento no seu aspecto mais puro. Não sei bem como é ser de um grupo pequeno porque eu sempre fiz parte de um grande Grupo Ultra que apoia o melhor Clube do Mundo.
Ridícula, castradora, parcial, discriminatória. Podia ficar aqui horas a falar sobre isso. Basicamente aquilo que mais me parece indiscutível é a necessidade que as autoridades tiveram em arranjar bodes expiatórios para justificar o dinheiro gasto em pseudo seguranças nos estádios a partir do euro 2004. Se acabarem com as equipas especiais para acompanhar as claques, há muita gente que vai ter que voltar a fazer combate ao trafico de droga em bairros problemáticos e isso é deveras arriscado. Se acabarem com os acompanhamentos ao que se passa em blogs de net como o teu, há muita gente que vai ter que voltar a fazer serviço a porta do hipermercados e dos bancos. Se acabarem com o controlo as deslocações das claques há muito boa gente que vai deixar de conhecer a Europa com viagens pagas pelos nossos impostos.
Não faz sentido em países como Portugal, só divide as pessoas.
Para finalizar deixa-nos um comentário final.
Respeitem a Historia e valorizem a Tradição.



















Marselha (equipa)
Riazor Blues
Ultras Tito







Não meus senhores, não se trata de um roubo nem coisa do 






