







Foi no já habitual clima de camaradagem que a primeira carrinha com adeptos do Boavista saiu da cidade do Porto rumo à Covilhã, seria perto das 3 da manhã que acompanhados com frio, chuva e muito vento atravessámos a ponte da Arrábida. A bordo levávamos boa musica e muito alcool para aquecer o pessoal, o que nos obrigou a paragens frequentes para descarregar as cargas etilicas excedentárias. Depois de alguns desvaneios e loucuras pelo meio, que ficam para quem esteve presente, decidimos rumar pela estrada nacional até Manteigas, para daí tentar a subida à Torre e erguer ao amanhecer, a bandeira axadrezada no ponto mais alto de Portugal Continental. Tudo corria bem até chegarmos aos 1600 metros de altitude por volta das 6 da manhã, aí a chuva começou a dar lugar ao gelo e a muita neve, rapidamente a carrinha começou a perder a aderência à estrada e já nem em primeira conseguia subir um metro que fosse, fustigados com temperaturas negativas e impedidos sequer de mudar a direcção da carrinha, lá tivemos que desistir do objectivo inicial e fazer uns bons três quilometros de marcha atrás até conseguirmos arranjar um local que nos possibilitasse corrigir a trajectória da carrinha e descer assim normalmente a serra. Visto termos que contornar o mau tempo e também fazer desvios consecutivos devido a estradas cortadas, só conseguimos chegar à Covilhã por volta das 9 da matina!!! ou seja, demorámos 6 horas a fazer uma viagem que em situações normais se faz em duas. Contrariando o panorama geral, ironicamente o sol brilhava em pleno centro da Covilhã. Depois de tomarmos o pequeno almoço e visto ser ainda muito cedo para o jogo, tentamos novamente subir a serra, desta feita através das Penhas da Saúde, mais uma vez só conseguimos chegar até aos 1600 metros e isto porque a policia, porque questões de segurança, impedia quem tentasse avançar. Com o regresso à Covilhã, começou gradualmente a juntar-se a nós mais pessoal dos Panteras que tinha saido ao final da madrugada da cidade Invicta e que tinha igualmente feito a viagem em carrinhas de 9 lugares. Rapidamente reunimos cerca 60 elementos, o que tornou quase impossivel a tarefa de encontrar um bom restaurante para comer e isto devido à falta de lugares disponiveis para juntar a malta toda. Após várias tentativas, vimo-nos obrigados a separar as tropas e espalharmo-nos pelas tascas da Covilhã para dar ao dente. Entretanto ao aproximar-se a hora para o jogo, o tempo começou a piorar na cidade serrana, o sol desapareceu e a chuva começou a cair juntamente com gelo e alguma neve à mistura. Já no estádio e com a chegada à ultima da hora de mais pessoal em carros particulares, a familia axadrezada reunia cerca de 150 pessoas, dos quais cerca de 80 seriam elementos dos Panteras Negras. Debaixo de uma chuva persistente, de um frio avassalador e juntos numa bancada que mais parecia um galinheiro, demos um enorme apoio à nossa equipa ao longo dos 90 minutos da partida, equipa essa que apesar da derrota, demonstrou ser sempre superior ao adversário, principalmente na 2ªparte onde chegou a massacrar os "lagartos da serra". Infelizmente sofremos mais um golo de bola parada, falhamos várias vezes no capitulo da finalização e só não saimos no final do jogo com os 3 pontos por falta de sorte, de clarividencia e objectividade, já que força de vontade e querer ganhar houve quanto baste. Apesar da derrota, o povo axadrezado no final da partida prestou aos nossos jogadores uma enorme ovação!! Saimos da Covilhã já ao anoitecer, a viagem de regresso foi muito mais rápida e ainda não seriam nove horas da noite quando a cidade do Porto nos recebeu de braços abertos. Chegamos cansados mas de consciencia tranquila por termos cumprida uma vez mais com a nossa obrigação.
A banda dos irmãos Gallagher tem concerto marcado para dia 15 de Fevereiro no Pavilhão Atlântico, em Lisboa. O concerto faz parte da maior digressão dos Oasis pela Europa Ocidental, de Janeiro a Março de 2009, em apresentação do novo álbum “Dig Out Your Soul”. Esta digressão dá seguimento às passagens dos Oasis por países como Canadá, Reino Unido, México e Estados Unidos.
Historia De Vida Antena1- Eterna saudade Gullit









O livro fala da história do futebol, a partir dos seus aspectos políticos e sociais. Trata-se de um inédito estudo sobre a violência das claques, e uma discussão sobre a utilização do desporto pelos regimes autoritários. A opção de Gilberto Agostino ao abordar o futebol foi clássica: aclarar, ao longo de um tempo, as relações entre o Estado, o futebol, muito especialmente os regimes autoritários, as formas de apropriação do prestígio de um desporto de massas e a tentativa de galvanizar em proveito próprio a fama dos jogadores. Da mesma forma, alguns países seleccionados – como da Itália, Brasil, Uruguai, Argentina – constituíram-se claramente em elementos paralelos, embora em nada secundários, na consolidação da ideia de Nação, do orgulho e da consciência de ser parte de uma comunidade nacional. Gilberto Agostino, com uma redacção agradável e sem "lápis azul", nos apresenta de forma clara e directa, na presente obra, uma verdadeira geopolítica mundial do futebol, ao lado de uma economia política dos desportos nos regimes autoritários. Tendo feito um golaço, nos estudos universitários, desta feita através do Laboratório de Estudos do Tempo, entram em campo para uma grande jogada: Vencer ou Morrer, um livro sobre a paixão de todos nós. Sobre os Autores Francisco Carlos Teixeira da Silva, professor de História Moderna e Contemporânea. Gilberto Agostino, historiador associado ao Laboratório de Estudos do Tempo Presente, onde desenvolveu pesquisas referentes à interacção futebol-política. É um dos autores do livro Sociedade Brasileira: uma História Através dos Movimentos Sociais e co-autor do Dicionário Crítico do Pensamento de Direita, para o qual escreveu o "Futebol e Hooligans". A sua ligação com o tema estendeu-se numa coluna de um jornal desportivo, chamada "Futebol, Paixão e Poder", que até aos dias de hoje fala sobre o hooliganismo no diversos paises, e da intervenção dos regimes, no futebol. É um autor que tem uma abordagem ao tema bastante abrangente, e é notório que tem voto na matéria. Dá gosto ler as suas rubricas. Sempre expõem as duas faces. Aconselho-vos a ler o livro, e a quem puder, dê uma espreitadela as crónicas deste bravo.
“A nossa história vem desde 1987, e até agora tem sido sempre na frente da luta contra o racismo, o futebol negócio e a repressão. São muitas e diversas as nossas iniciativas sociais, de solidariedade e de anti-racismo que têm caracterizado o nosso percurso na história do movimento ultra de Veneza. De 1987 até hoje, que o passado distante não é muito longo, portanto, para melhor ou para pior, temos um monte de gente sempre ao nosso lado. Contamos sempre com um líder convicto das suas origens. Deixamos aos outros a nostalgia dos bons e velhos tempos. O slogan que tem caracterizado nossa viagem ao longo do último ano é esta: "Não se pede permissão para ter liberdade" e a realização do "não permitem? Então não há compromisso" estas palavras dá-nos a dignidade e força moral para continuarmos a viagem ao longo destes anos, na nossa luta, em qualquer lugar. Este mundo do futebol sempre em crise que se tornou uma atitude vergonhosa de clientelismo, onde o fascismo e incidentes racistas são tolerados, se não abertamente, são apoiados pela imprensa e pelos próprios clubes. Poucos, mas sempre avançar com muitos, sem baixar a cabeça, defendendo os irmãos e irmãs, não importa a cor da pele, ou do local de origem, sempre lutaremos pela integração e multiculturalismo de nossa cidade e combateremos o racismo e o fascismo onde quer que ele apareça.”
Se há tanta gente apreciar o movimento Italiano, ao menos retirem alguma conclusão dele. Partilhem os mesmos valores, e lutem pelos vossos direitos. Não gastem horas a ler apenas histórias da carochinha, leiam artigos com interesse, e retirem o real valor das palavras. Não sejam mais uma ovelha no rebanho, guiada pelo pastor.
Éric Daniel Pierre Cantona, ou se preferirem apenas Cantona, nascido a 24 de Maio de 1966, foi um dos mais célebres jogadores do Manchester United. Cantona durante toda a sua época marcou 157 golos em 442 jogos, (um resultado que não descreve bem o grande jogador que era). Cantona foi o principal responsável pelo ressurgimento do Manchester United como potência no futebol e, foi sem dúvida o maestro da sua equipa nos anos 90. De tal maneira a que os adeptos dos “reds” lhe chamassem “King Éric”. Apesar de Cantona só se ter destacado no Manchester United, o 1º clube que jogou foi no Auxerre, onde passou 2 anos na equipa júnior, antes de fazer a sua estreia em 1983. Logo em 1987 começaram-se a notar os defeitos da disciplina, dando um soco na cara do colega de equipa Bruno Martini. No ano seguinte Cantona voltou a ficar em apuros graças a uma entrada muito dura sobre um jogador do Nantes que resultou em 3 meses de suspensão. Na época seguinte foi contratado pelo Marselha, onde voltou a ser suspenso depois de ter chutado a bola para os adeptos, rasgou a camisola e atirou-a para as bancadas após ter sido substituído num jogo amigável. Ainda nesse ano, Cantona foi novamente suspenso dos jogos internacionais por ter insultado o seleccionador da França na TV. Neste momento conta já com contratos milionários com a Nike, e é o actual treinador e capitão da selecção de futebol de praia francesa. Questionado sobre o melhor momento de toda sua carreira, Eric não tem dúvidas, e recorda a cena com o hooligan racista que estava no jogo contra o Crystal Palace: "O meu melhor momento? Quando dei um pontapé no hooligan."
"Desinformação, sensacionalismo, o anti- Paris a vir ao de cima, Bem-vindo medias! " - Adeptos do PSG, após algumas noticias.
Le Havre, verruga da Normandia
"Recrutamento de prostitutas. Enviem as vossas mães pelo curriculum vitae."

"Para os camponeses, siga a seta". Boca aos adeptos do Sedan.
"Viva sodomisacion". PSG contra os adeptos do Marselha.

"Ribery, assustas as crianças." Adeptos do Nice contra a cicatriz do jogador Marselha Franck Ribéry.

"Enquanto inventávamos o cinema, os vossos pais eram mortos pelas minas. "Adeptos do Lyon para o Saint Etienne.

Esta é daquelas “histórias”, que me marcaram profundamente, não só a mim, mas como Itália e o mundo em geral naquela década. Na altura ainda não andava nas curvas, mas recordo-me da trágica noticia como fosse hoje. Por se aproximar a data, aqui vos apresento os factos do sucedido. Por quase 14 anos, um triste 29 Janeiro de 1995, marcou imensa gente. A morte do jovem ultra Vincenzo Spagnolo de Génova ficara eternamente na memória de todos. Uma facada fatal feita por Simone Barbaglia, um membro da Brigate Rossonere, põe fim a vida deste jovem skinhead e membro dos ultras Génova.A polícia debruça-se agora sobre o facto de como remover os ultras de Milão. É impossível saírem de comboio, porque os ultras de Génova dirigiram-se para lá para efectuar uma espera. As 22:30, são finalmente transportados de autocarro para Milão. Foram escoltados por um imenso contingente de polícias. Antes da entrada para os autocarros, tenta-se identificar o alegado assassino, mas sem grande resultado. Após quatro horas de viagem pela auto-estrada, os polícias identificaram um jovem, pela fotografia que tinha sido facultada pelos polícias de Génova.
Na manhã seguinte, em Milão, o alegado homicida, Simone Barbaglia (19 anos), confessou durante o interrogatório de ser o assassino. A jornada seguinte do campeonato foi suspensa. No fim-de-semana seguinte, reuniram-se em Génova cerca de 400 ultras, representando 38 cidades. Apenas um grupo dos ultras Milão, Torino, Juventus e Lazio não marcaram presença. Foi debatido o assunto “violência no futebol”. Também durante a reunião foram abordadas questões como a fragmentação das curvas, e o controle de micro-grupos, a política, as regras do comportamento, o ser ultra… Desde logo foi decidido que a partir dali não seria legítimo qualquer grupo usar armas. Depois do reencontro foi emitido um comunicado condenando o episódio, e concordaram em paralisar os próximos jogos.
Depois da primeira prisão começaram as investigações, e consequente julgamento, através de um procedimento rápido. Barbaglia é condenado a 11 anos e 4 meses de prisão. Os três detidos: Carlo Giacominelli, Massimo Elica Dozio e Luigi, o primeiro foi o líder do grupo que partiu de Milão, e que foi com a intenção de atacar o genovês. Duas curiosidades sobre Giacominelli: 2 meses antes do assassinato havia sido entrevistado no Supertifo sobre a existência de 2 grupos dentro do BRN e a outra é que, na curva era conhecida como a "Cirurgião" pela sua habilidade com facas. No julgamento afirmou que atacou sem intenção de matar, e só o fez para proteger-se, pede desculpas à família de Spagnolo, e escreve cartas de arrependimento.
Este episódio mudou em muitos aspectos o movimento ultra Italiano. Até então nunca se tinham reunido em torno de uma mesa, os líderes dos grupos, para tentar encontrar um diálogo favorável a ambos. Desde então, e até aos dias de hoje, tem sido celebrado o aniversário da morte deste Ultra, para que não seja esquecido o nome de Vincenzo Spagnolo. No décimo aniversário de sua morte foi publicado um livro de Luca Vicenti em homenagem a Spagnolo, e tem o nome de: "Diário de um Ultra Domenica" e refere os trágicos acontecimentos desse jogo. Penso que este episódio deu uma enorme lição a todos, e há varias conclusões a retirar. Penso que esta mais que provado que o usso de armas é ilegítimo, e nem em último recurso devera ser utilizada, com pena de nos virmos arrepender no futuro.
Por entre histórias dos Zulu Warriors, firm do Birmingham, encontramos grande parte delas compostas por violência, motins e ataques perpetuados. O nome Zulu Warriors não existia até meados dos anos 80, mas o movimento hooligan já tinha algumas décadas, e eram apenas um grupo de jovens que iam a bola, e armavam confusão. Grande parte do grupo era formada por jamaicanos, que desde sempre foram muito seguidos pelos skins, a união entre eles fez com que resistissem a muitas investidas ao longo de algumas décadas. O vestuário ia desde botas, jaquetas e calças, da marca Levi's ou Harrington. Chegaram a ser entre 300 e 400 nos jogos grandes, mas o sensacionalismo da imprensa Britânica, a atitude da polícia, e a forma a que grande maioria das pessoas os viam, não era a melhor, tendo eles que optar por um estilo casual.



Até então, os membros da Zulu Warriors começaram a parar em locais específicos, tais como o "Boogies" ou "Crown Pub Bar", onde os membros gastaram centenas de horas antes e após os jogos em reuniões. Tudo era mais ou menos o mesmo até 1987, quando a polícia conseguiu desmantelar o grupo quase completo, no início da manhã foram realizadas buscas em 50 casas de alguns dos mais carismáticos membros da firm. O grupo teve então uma pausa, mais ou menos até ao início dos anos 90, a firm foi reavivada com alguns "velhos rostos", e com novas adições. Hoje em dia continuam bem vivos, e podemos-los ver, cada vez que visitam um estádio, ou quando recebem alguns rivais. Mas eles estão longe, naturalmente, daquelas velhas histórias de hooligans dos anos 70 e 80, mas no futebol Inglês que nada é, o que era antigamente. Hoje saíram do Marteens e HARRINGTON, e o mais sofisticado tipo de vestuário é a Stone Island e Prada. O estilo tem sido imposta na antiga firm através das ultimas décadas. A imagem de marca continua a de serem o grupo mais multirracial em toda a Inglaterra.


